É febril o meu
estado
Um sentimento de
perda,
Uma loucura minha.
Vai-se a Dama Coroada
Pra longe demais
E não vai sozinha.
Eu sempre a me
perguntar
O que fiz ou não
fiz?
Porque não eu?
Que tanto bem quis
E tanto escrevi
Juras e mais juras.
O que são elas agora?
Nada mais que
palavras escritas
Não mais lidas
Nem por ela nem por
ninguém.
Fico só eu então
Não tão só
Acompanha-me a
esperança
Parceira constante
dos incautos apaixonados.
Uma esperança
sombria
Que funestamente
Só poderá se
realizar através do viés da morte
Da minha
Ou do outro.
De que valeram as
lágrimas
A molhar meu rouco
violino
Se tu musa de todas
as canções
Desdenha dela e
pisa
Com teus tamancos
duros
O frágil coração
perdido.
Sem mais delongas
Que se vá,
Mas não esqueça
jamais
Que como te jurei
um dia
Serei só de ti
De mais nenhuma
dama
Mesmo que seja por toda
a eternidade
Estancarei aqui
A esperar por vossa
senhoria.
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