Seria veneno
O que me sufoca a
fala
E a respiração?
O que me paralisa
os membros
E nubla meu olhar?
Que ferve o meu
sangue
E latejam meus
vasos?
Me entontece e inebria.
Seria feitiço
O pensamento fixo?
O não conseguir
esquecer?
O “querer mesmo sem
querer”?
A vontade de estar
perto
E o desejo louco de
ficar?
Talvez seja
simplesmente paixão
O que é na verdade uma
mistura
Dos outros dois
Que nos estabiliza
E nunca promete
nada
Mas sempre exige
tudo.
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